Militares de todo o país irão a Brasília no dia 9 de agosto para pressionar a Câmara Federal a colocar em votação a PEC 300. A Proposta de Emenda a Constituição – PEC – estabelece que a remuneração dos Policiais Militares dos estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se também aos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e aos inativos, alterando a Constituição Federal de 1988.
Cerca de 80 militares da Costa Verde devem participar do movimento. Mas, para isso, pedem o apoio da população para custear o transporte.
- Mais uma vez pedimos a ajuda da população para a nossa luta. Estamos passando livro de ouro e vendendo camisas para custear nossa ida ao Distrito Federal -, informou o sargento Marcelino, acrescentando que para adquirir a blusa basta procurar um bombeiro em uma das unidades da corporação.
As pessoas que quiserem ajudar os militares ainda podem depositar qualquer quantia no Banco Itaú, Agência 5665, Conta Poupança 23.608-8/500. A verba será destinada a confecção de faixas e cartazes, além de gastos com transportes.
Entraves
Cabo Oliveira explica que a grande dificuldade para a aprovação da PEC 300 se dá por parte de estados, como o Rio de Janeiro e São Paulo.
- De acordo com um estudo elaborado por Mendonça Prado, relator da PEC 300, 5% do Imposto de Renda e 5% do IPI do país seriam o suficiente para a manutenção do piso nacional de segurança pública. Porém, estados que tem arrecadação à altura, como o Rio e São Paulo, não receberiam o fundo. Por isso, os governadores alegam que teriam que arcar com o aumento do salário dos militares, sem receber benefício do Governo Federal -, disse Oliveira, explicando o impasse.
Se a PEC 300 não entrar em votação no dia 9 de agosto, os militares de todo o país cogitam a hipótese de uma paralisação.
- Nós não podemos fazer greve, pois lidamos com vidas. Mas se isto acontecer não será por iniciativa nossa e sim dos políticos que desconsideraram a nossa luta -, frisou Marcelino.
Conquistas e lutas
Segundo cabo Cardoso, a grande conquista dos bombeiros foi o apoio recebido pela população.
- Se não fosse o apoio da população os 439 bombeiros, que em sua maioria são pais de família, estariam sem trabalho hoje -, acredita o cabo, que garante ser legítima a luta dos militares:
- Reivindicamos dignidade e a anistia, que embora esteja prevista, ainda não é concreta. Para isso, continuamos a pedir o apoio de toda a população, para esta causa que é de todos nós -, finalizou.
Todas as informações sobre a luta dos bombeiros podem ser acompanhadas através do site: www.sosbombeiros.com.
Nenhum comentário:
Postar um comentário