sábado, 28 de julho de 2012

Santa Rita II e Gamboa do Bracuí: caos e abandono

A candidata Conceição percorreu, na manhã de ontem (27), os bairros Santa Rita II e Gamboa, ambos no Bracuí, convidando os moradores para o comício que ococrreu a noite em frente ao Mercado da Praia.
Na maioria das casas a candidata ouviu declarações de moradores insatisfeitos com suas condições de vida. "Para ser sincera, está faltando de tudo aqui e em toda cidade. Nesse bairro, por exemplo, o posto de saúde não funciona porque nunca tem médico, até para fazer curativo tem que marcar horário. Para onde vão nossos impostos que não estão servindo nem para nos oferecer uma saúde de qualidade?", desabafou dona Lúcia Costa.
 A falta de água já acompanha os moradores por muitos anos, e mesmo sem o abastecimento, as pessoas recebem a conta para pagar pelo serviço não prestado. Segundo eles, não é possível beber a água do reservatório da prefeitura, que abastece as casas, pois sempre tem algum bicho morto dentro. A solução é encher as garrafas na mina, que fica à beira da Rodovia Rio-Santos. "A nossa água não é bem tratada, o que eles fazem é jogar uma pedra bem grande de cloro na caixa. O que só nos prejudica, pois além de não conseguirmos beber também mancha toda roupa que lavamos", disse a moradora Ilda Silva.
Conceição observou a quantidade de crianças brincando nas ruas e lamentou a situação: "Isso é lastimável, quero muito cuidar dessas crianças. Temos que dar a elas creches, quadras e praças, com certeza elas viverão bem melhor", afirmou.
A moradora Andréa Gomes, 20 anos, reclama da falta de faculdade e cursos técnicos na cidade: "Completei o segundo grau e não sei o que fazer para me profissionalizar. Não há cursos qualificados em Angra, estou me sentindo totalmente perdida", lamentou.
Por fim, a candidata visitou o Ceasa (próximo a comunidade) que, segundo ela, servirá muito para o projeto que ela tem para as famílias carentes de Angra. "Quero firmar com vocês uma parceria para o projeto que estou trazendo para nossa cidade. Vou criar aqui uma espécie de 'Mercado Popular', onde as famílias de baixa renda pagarão uma pequena parte do que comprar e a Prefeitura subsidiará o restante. Os moradores farão um cadastro e receberão um cartão para terem direito ao desconto", revelou Conceição.

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