A
Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Angra dos Reis, presidida pelo
vereador Dr. Ilson Peixoto (PT), realizou nesta quinta-feira, 24, no Plenário Presidente
Benedito Adelino, uma Reunião Especial para o debate das Políticas Públicas de
Saúde Mental no município.
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Este é um momento de avaliarmos a nossa realidade e apontarmos possíveis
caminhos para uma melhor prestação de serviços aos pacientes -, destacou o
vereador, informando que a Comissão de Saúde tem recebido inúmeras denúncias
sobre a saúde mental na cidade.
Participaram
do encontro representantes do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS I),
Centro de Atenção Psicossocial para atendimento de portadores transtornos
mentais e seus familiares (CAPS 2), Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e
outras Drogas (CAPS AD), Coordenadoria da Juventude, Centro de Especialidades
Médicas (CEM), Grupo AA, AFAConselho Municipal de Entorpecentes (COMEN), Hospital
de Praia Brava (através de sua assistente social Flávia Lopes),
Superintendência de Atenção Básica da FuSar, Diretoria da Saúde Mental da
FuSar, além de psiquiatras da rede e usuários dos CAPS.
O
Superintendente de Atenção Básica da Fundação de Saúde, Tarcísio Reis, admitiu
que a atual política de saúde do município está “longe do que deveria ser”.
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Temos carência de profissionais na área, ao mesmo passo que enfrentamos o
aumento do número de usuários de drogas, o que demanda muito o nosso serviço -,
afirmou.
Para
a diretora de Saúde Mental do Município, Luciene Lemos, há a necessidade de se
dar mais atenção aos portadores de transtornos mentais.
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Muito temos falado no tratamento dos usuários de álcool e outras drogas, mas
não podemos nos esquecer daqueles que sofrem transtornos mentais e também de seus
familiares -, destacou a diretora, lembrando do caso do paciente que veio a
óbito no Pronto Socorro.
Segundo
Dr. Leonardo, psiquiatra e psicanalista da rede, o que falta é vontade política
para investir na saúde mental.
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Há muito trabalho a ser feito em Angra. É necessário que as políticas públicas
do município se voltem para a inserção dos pacientes na sociedade, seja no
mercado de trabalho, na escola, ou em qualquer outro lugar -, reforçou.
Para
a psicóloga do CAPS I, o serviço prestado pelo equipamento “só tem caído”.
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Não temos materiais para as oficinas com os usuários e nem artesãs. Como
profissional, me sinto mal por não conseguir ofertar um tratamento digno aos
pacientes -, disse ela.
Depois
de todas as indagações e explanações, ficou acordado que a Superintendência de
Atenção Básica, com o apoio do Conselho Municipal de Saúde e da Comissão de
Saúde, realizará um Fórum sobre Saúde Mental no fim de junho, para uma
discussão mais aprofundada sobre o tema, visando a melhoria das Políticas
Públicas oferecidas pelo município de Angra dos Reis aos pacientes.
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